À dolorosa luz das grandes lâmpadas eléctricas da fábrica Tenho febre e escrevo. Escrevo rangendo os dentes, fera para a beleza disto, Para a beleza disto totalmente desconhecida dos antigos.
Ó rodas, ó engrenagens, r-r-r-r-r-r-r eterno! Forte espasmo retido dos maquinismos em fúria! Em fúria fora e dentro de mim, Por todos os meus nervos dissecados fora, Por todas as papilas fora de tudo com que eu sinto! Tenho os lábios secos, ó grandes ruídos modernos, De vos ouvir demasiadamente de perto, E arde-me a cabeça de vos querer cantar com um excesso De expressão de todas as minhas sensações, Com um excesso contemporâneo de vós, ó máquinas!
Em febre e olhando os motores como a uma Natureza tropical — Grandes trópicos humanos de ferro e fogo e força — Canto, e canto o presente, e também o passado e o futuro. Porque o presente é todo o passado e todo o futuro E há Platão e Virgíllo dentro das máquinas e das luzes eléctricas Só porque houve outrora e foram humanos Virgílio e Platão, E pedaços do Alexandre Magno do século talvez cinqüenta, Átomos que hão-de ir ter febre para o cérebro do Ésquilo do século cem, Andam por estas correias de transmissão e por estes êmbolos e por estes volantes, Rugindo, rangendo, ciciando, estrugindo, ferreando, Fazendo-me um excesso de carícias ao corpo numa só carícia à alma.
Ah, poder exprimir-me todo como um motor se exprime! Ser completo como uma máquina! Poder ir na vida triunfante como um automóvel último-modelo! Poder ao menos penetrar-me fisicamente de tudo isto, Rasgar-me todo, abrir-me completamente, tornar-me passento A todos os perfumes de óleos e calores e carvões Desta flora estupenda, negra, artificial e insaciável! Fraternidade com todas as dinâmicas! Promíscua fúria de ser parte-agente Do rodar férreo e cosmopolita Dos comboios estrênuos. Da faina transportadora-de-cargas dos navios. Do giro lúbrico e lento dos guindastes, Do tumulto disciplinado das fábricas, E do quase-silêncio ciciante e monótono das correias de transmissão! Horas européias, produtoras, entaladas Entre maquinismos e afazeres úteis! Grandes cidades paradas nos cafés, Nos cafés — oásis de inutilidades ruidosas Onde se cristalizam e se precipitam Os rumores e os gestos do Útil E as rodas, e as rodas-dentadas e as chumaceiras do Progressivo! Nova Minerva sem-alma dos cais e das gares! Novos entusiasmos de estatura do Momento! Quilhas de chapas de ferro sorrindo encostados às docas, Ou a seco, erguidas, nos planos-inclinados dos portos! Atividade internacional, transatlântica, Canadian-Pacific! Luzes e febris perdas de tempo nos bares, nos hotéis, Nos Longchamps e nos Derbies e nos Ascots, E Piccadillies e Avenues de l'Opéra que entram Pela minh'alma dentro!
Hé-lá as ruas, hé-lá as praças, hé-lá-hô la foule! Tudo o que passa, tudo o que pára às montras! Comerciantes; vários; escrocs exageradamente bem-vestidos; Membros evidentes de clubes aristocráticos; Esquálidas figuras dúbias; chefes de família vagamente felizes E paternais até na corrente de oiro que atravessa o colete De algibeira a algibeira! Tudo o que passa, tudo o que passa e nunca passa! Presença demasiadamente acentuada das cocotes Banalidade interessante (e quem sabe o quê por dentro?) Das burguesinhas, mãe e filha geralmente Que andam na rua com um fim qualquer; A graça feminil e falsa dos pederastas que passam, lentos; E toda a gente simplesmente elegante que passeia e se mostra E afinal tem alma lá dentro!
(Ah, como eu desejaria ser o souteneur disto tudo!)
A maravilhosa beleza das corrupções políticas, Deliciosos escândalos financeiros e diplomáticos, Agressões políticas nas ruas, E de vez em quando o cometa dum regicídio Que ilumina de Prodígio e Fanfarra os céus Usuais e lúcidos da Civilização quotidiana!
Notícias desmentidas dos jornais, Artigos políticos insinceramente sinceros, Notícias passez à-la-caisse, grandes crimes — Duas colunas deles passando para a segunda página! O cheiro fresco a tinta de tipografia! Os cartazes postos há pouco, molhados! Vients-de-paraître amarelos como uma cinta branca! Como eu vos amo a todos, a todos, a todos, Como eu vos amo de todas as maneiras, Com os olhos e com os ouvidos e com o olfato E com o tacto (o que palpar-vos representa para mim!) E com a inteligência como uma antena que fazeis vibrar! Ah, como todos os meus sentidos têm cio de vós!
Adubos, debulhadoras a vapor, progressos da agricultura! Química agrícola, e o comércio quase uma ciência! Ó mostruários dos caixeiros-viajantes, Dos caixeiros-viajantes, cavaleiros-andantes da Indústria, Prolongamentos humanos das fábricas e dos calmos escritórios!
Ó fazendas nas montras! ó manequins! ó últimos figurinos! Ó artigos inúteis que toda a gente quer comprar! Olá grandes armazéns com várias seções! Olá anúncios eléctricos que vêm e estão e desaparecem! Olá tudo com que hoje se constrói, com que hoje se é diferente de ontem! Eh, cimento armado, beton de cimento, novos processos! Progressos dos armamentos gloriosamente mortíferos! Couraças, canhões, metralhadoras, submarinos, aeroplanos!
Amo-vos a todos, a tudo, como uma fera. Amo-vos carnivoramente, Pervertidamente e enroscando a minha vista Em vós, ó coisas grandes, banais, úteis, inúteis, Ó coisas todas modernas, Ó minhas contemporâneas, forma atual e próxima Do sistema imediato do Universo! Nova Revelação metálica e dinâmica de Deus!
Ó fábricas, ó laboratórios, ó music-halls, ó Luna-Parks, ó couraçados, ó pontes, ó docas flutuantes — Na minha mente turbulenta e encandescida Possuo-vos como a uma mulher bela, Completamente vos possuo como a uma mulher bela que não se ama, Que se encontra casualmente e se acha interessantíssima.
Eh-lá-hô fachadas das grandes lojas! Eh-lá-hô elevadores dos grandes edifícios! Eh-lá-hô recomposições ministeriais! Parlamentos, políticas, relatores de orçamentos, Orçamentos falsificados! (Um orçamento é tão natural como uma árvore E um parlamento tão belo como uma borboleta.)
Eh-lá o interesse por tudo na vida, Porque tudo é a vida, desde os brilhantes nas montras Até à noite ponte misteriosa entre os astros E o mar antigo e solene, lavando as costas E sendo misericordiosamente o mesmo Que era quando Platão era realmente Platão Na sua presença real e na sua carne com a alma dentro, E falava com Aristóteles, que havia de não ser discípulo dele.
Eu podia morrer triturado por um motor Com o sentimento de deliciosa entrega duma mulher possuída. Atirem-me para dentro das fornalhas! Metam-me debaixo dos comboios! Espanquem-me a bordo de navios! Masoquismo através de maquinismos! Sadismo de não sei quê moderno e eu e barulho!
Up-lá hô jockey que ganhaste o Derby, Morder entre dentes o teu cap de duas cores!
(Ser tão alto que não pudesse entrar por nenhuma porta! Ah, olhar é em mim uma perversão sexual!)
Eh-lá, eh-lá, eh-lá, catedrais! Deixai-me partir a cabeça de encontro às vossas esquinas, E ser levado da rua cheio de sangue Sem ninguém saber quem eu sou!
Ó tramways, funiculares, metropolitanos, Roçai-vos por mim até o espasmo! Hilla! hilla! hilla-hô! Dai-me gargalhadas em plena cara, Ó automóveis apinhados de pândegos e de putas, Ó multidões quotidianas nem alegres nem tristes das ruas, Rio multicolor anónimo e onde eu me posso banhar como quereria! Ah, que vidas complexas, que coisas lá pelas casas de tudo isto! Ah, saber-lhes as vidas a todos, as dificuldades de dinheiro, As dissensões domésticas, os deboches que não se suspeitam, Os pensamentos que cada um tem a sós consigo no seu quarto E os gestos que faz quando ninguém pode ver! Não saber tudo isto é ignorar tudo, ó raiva, Ó raiva que como uma febre e um cio e uma fome Me põe a magro o rosto e me agita às vezes as mãos Em crispações absurdas em pleno meio das turbas Nas ruas cheias de encontrões!
Ah, e a gente ordinária e suja, que parece sempre a mesma, Que emprega palavrões como palavras usuais, Cujos filhos roubam às portas das mercearias E cujas filhas aos oito anos - e eu acho isto belo e amo-o! — Masturbam homens de aspecto decente nos vãos de escadas. A gentalha que anda pelos andaimes e que vai para casa Por vielas quase irreais de estreiteza e podridão. Maravilhosa gente humana que vive como os cães, Que está abaixo de todos os sistemas morais, Para quem nenhuma religião foi feita, Nenhuma arte criada, Nenhuma política destinada para eles! Como eu vos amo a todos, porque sois assim, Nem imorais de tão baixos que sois, nem bons nem maus, Inatingíveis por todos os progressos, Fauna maravilhosa do fundo do mar da vida!
(Na nora do quintal da minha casa O burro anda à roda, anda à roda, E o mistério do mundo é do tamanho disto. Limpa o suor com o braço, trabalhador descontente. A luz do sol abafa o silêncio das esferas E havemos todos de morrer, ó pinheirais sombrios ao crepúsculo, Pinheirais onde a minha infância era outra coisa Do que eu sou hoje... )
Mas, ah outra vez a raiva mecânica constante! Outra vez a obsessão movimentada dos ônibus. E outra vez a fúria de estar indo ao mesmo tempo dentro de todos os comboios De todas as partes do mundo, De estar dizendo adeus de bordo de todos os navios, Que a estas horas estão levantando ferro ou afastando-se das docas. Ó ferro, ó aço, ó alumínio, ó chapas de ferro ondulado! Ó cais, ó portos, ó comboios, ó guindastes, ó rebocadores!
Eh-lá grandes desastres de comboios! Eh-lá desabamentos de galerias de minas! Eh-lá naufrágios deliciosos dos grandes transatlânticos! Eh-lá-hô revoluções aqui, ali, acolá, Alterações de constituições, guerras, tratados, invasões, Ruído, injustiças, violências, e talvez para breve o fim, A grande invasão dos bárbaros amarelos pela Europa, E outro Sol no novo Horizonte!
Que importa tudo isto, mas que importa tudo isto Ao fúlgido e rubro ruído contemporâneo, Ao ruído cruel e delicioso da civilização de hoje? Tudo isso apaga tudo, salvo o Momento, O Momento de tronco nu e quente como um fogueiro, O Momento estridentemente ruidoso e mecânico, O Momento dinâmico passagem de todas as bacantes Do ferro e do bronze e da bebedeira dos metais.
Eia comboios, eia pontes, eia hotéis à hora do jantar, Eia aparelhos de todas as espécies, férreos, brutos, mínimos, Instrumentos de precisão, aparelhos de triturar, de cavar, Engenhos, brocas, máquinas rotativas!
Eia! eia! eia! Eia electricidade, nervos doentes da Matéria! Eia telegrafia-sem-fios, simpatia metálica do Inconsciente! Eia túneis, eia canais, Panamá, Kiel, Suez! Eia todo o passado dentro do presente! Eia todo o futuro já dentro de nós! eia! Eia! eia! eia! Frutos de ferro e útil da árvore-fábrica cosmopolita! Eia! eia! eia! eia-hô-ô-ô! Nem sei que existo para dentro. Giro, rodeio, engenho-me. Engatam-me em todos os comboios. Içam-me em todos os cais. Giro dentro das hélices de todos os navios. Eia! eia-hô! eia! Eia! sou o calor mecânico e a electricidade!
Eia! e os rails e as casas de máquinas e a Europa! Eia e hurrah por mim-tudo e tudo, máquinas a trabalhar, eia!
Outta my way Outta my day Out of your mind and into mine Into no one Into not one Into your step but out of time
Headstrong What's wrong? I've already heard this song before you've arrived But now it's time To kiss your ass good-bye
Dragging me down Why you around? So useless
It ain't my fall It ain't my call It ain't my bitch
It ain't my bitch
Down on the sun Down and no fun Down and out where the hell ya been? Damn it all down Damn it unbound Damn it all down to hell again
Stand tall Can't fall Never even bend at all before you've arrived But now it's time To kiss your ass good-bye
Dragging me down Why you around? So useless
It ain't my fall It ain't my call It ain't my bitch
Outta my way
Outta my way Outta my day Out of your mind and into mine Into no one Into not one Into your step but out of time
Headstrong What's wrong? I've already heard this song before You've arrived But now it's time To kiss your ass good-bye And now it's time to kiss your ass good-bye
Dragging me down Why you around? So useless
It ain't my fall It ain't my call It ain't my bitch
No way but down Why you're around? No foolin'
It ain't my smile It ain't my style It ain't my bitch
Oh, it ain't mine Ain't mine Your kind Your stepin' out of time Ain't mine Your kind Your stepin' out of time
Dragging me down Why you around? No foolin'
It ain't my fall It ain't my call It ain't my bitch You ain't mine
Descobri ainda outra comunidade bem mais de espantar: não sei bem porquê, possivelmente porque viam o mundo dessa maneira, usavam uma palavra para peixe, triângulo e Lua (bal) e outra para Sol, carne e árvore (tam). Como se em vez de seis coisas houvesse apenas duas.
E quando diziam bal e comiam peixe, pensavam, se bem os compreendi, que também comiam Lua. E quando observavam a Lua, acreditavam que também viam peixe.
Assim, observei certa vez uma criança a chorar com fome e disse bal. A mãe, muito pobre e sem peixe para lhe dar, apontou-lhe a Lua e a criança calou-se, aparentemente satisfeita.
O mundo deles reduz-se a uma ilusão? Porque não diremos o mesmo do nosso, tanto mais que nunca consegui levá-los a compreender que Lua é uma coisa e peixe outra? E o argumento de que o peixe alimenta e a Lua não, nada prova, eles sentiam-se alimentados. Só a nós, que estupidamente distinguimos a Lua do peixe, a Lua não alimenta.
Hace unos días caía muerto un policía. Tres iban a ser los disparos que acabaron con su vida. Hace unos días mataron a un policía. Ejemplar trabajador, esposo y padre de familia. Al día siguiente nadie hablaba de otra cosa, al día siguiente no existía otra noticia. Al día siguiente asistimos a su entierro y lloramos. Cuando dijeron llorad, obedientes. Lloramos. Dolidos por la pérdida de ese gran hombre, hicimos nuestro el dolor de aquella familia. Calificamos de inútil aquella última muerte. Exigimos y rogamos, suplicamos que así fuese. Sentimos nuestro cada pésame enviado. Con él, dijeron, nos han matado a todos. Guardamos luto y un minuto de silencio junto a las Autoridades de cualquier color y signo.
Fuimos testigos de todo ese gran teatro. De los comunicados de condena y de repulsa. De las banderas que hondeaban a media asta, de esa inmensa mayoría, de sus gritos, del ya basta. Basta.
Asistimos a todas las concentraciones. Fuimos a las mil y una manifestaciones. Vestimos lazos de todos los colores. Sus palabras permitieron que no dijésemos nada. Aquellos días vestimos de tolerancia. Cerramos filas en torno a la Democracia. Ciudadanos bien, ciudadanos de bien acusan no sé qué, acusando a no sé quien.
El mismo día hubo una muerte sin noticia, una de tantas que no se rentabilizan. Una de tantas en las que es algún obrero el que al igual que al vacío cae también en el olvido. ¿Qué valor tiene la muerte de un desgraciado? El mismo valor que tuvo su nacimiento. ¿Dónde están sus viudas? ¿Dónde? ¿Dónde están sus hijos? ¿Dónde las condolencias? ¿Dónde tanto y tanto grito?
Fuimos testigos de todo ese gran teatro. De los comunicados de condena y de repulsa. De las banderas que hondeaban a media asta. De esa inmensa mayoría, de sus gritos, del ya basta.
Basta ya. Basta ya.
Ni sus manos son tan blancas. Ni son blancas sus palomas. Ni es tan blanca su bandera. Ni tampoco sus entrañas. Su cal si que es blanca.
All eyes, all eyes, all eyes on me now. Who am I, Who am I? Who am I trying to be now? Don't touch me. Don't touch me. Don't touch me. I don't feel good. Just shut up. Just shut up. Just shut up. Shut up and love me. Shut up and love me.
We got enough self esteem to have no self esteem. We're all ugly.
I wanna, I wanna, I wanna, I wanna break that mirror. I'm gonna, I'm gonna, I'm gonna, I'm gonna break that mirror. I should've, I should've I should've, I should've break that mirror. It wouldn've, It wouldn've, It wouldn've, It wouldn've break me.
We got enough self esteem to have no self esteem. There's nothing beautiful here We're all ugly.
Drogas, más y más y más drogas, legales o ilegales, unas reconocidas y otras nunca como tales. Las mismas que refuerzan, dices, tu autoestima serán las que a la postre arruinen tu vida.
¿Por qué hacer de la muerte el centro de tu vida? ¿Por qué ponerla en juego si tanto dices vivirla? Es cierto que no hay y que no puede haber peor ciego que ese que no quiere ver.
Todo lo que te haga no ser tú te impedirá ser libre. Libre y sana, esa es mi actitud, sin drogas que me dominen.
Drogas, más y más y más drogas, energía negativa, no te crea, te destruye, te convierte en tu parodia. ¿Eso es la rebeldía? ¿El ponerte cada día? Las drogas son de todo menos revolucionarias.
El viejo pan y circo, hoy la nueva dormidera. fortuna para ellos, para ti tu losa. Mortal ideología desideologizada. La exterminadora de conciencias.
Todo lo que te haga no ser tú te impedirá ser libre. Libre y sana, esa es mi actitud, sin drogas que me dominen.
No dejes que nada te pueda, te venza. No dejes que te absorba la conciencia. No dejes que te anule o te someta. No dejes que se adueñe de tus actos. No dejes que te acabe destruyendo.
íspeme a modo que teño présa sinte agora as túas cachas no vertedoiro a billa aberta da auga quente o vapor a suor do teu coño ignoro as razóns que tiña petrarca para se poñer a escribir en florentino en vez de en latín pero estás máis buena que dios
Curtametraxe do 2006 feita por alumnos de Filoloxía Hispánica da UDC entre os que me atopaba. Curtametraxe feita como traballo para unha materia da carreira.
Delinquiendo. Me paso todo del día delinquiendo: aparcando el coche en doble fila, pidiendo sin recetas medicinas. Delinquiendo. No pago nunca una puta factura, los semáforos en ámbar me la sudan y tiro al suelo la basura. ¡Delinquiendo! Llamo a los timbres y salgo corriendo, en el autobús nunca cedo el asiento, compro un disco, me lo grabo y lo devuelvo.
¡Vivo fuera de la ley! ¡Vivo fuera de la ley! ¡Vivo fuera de la ley! ¡2 y 2 son 6! Lalaralalalá...
Delinquiendo. En la biblioteca fotocopio libros, me tiro pedos en los ascensores, me cuelgan hasta el suelo los cojones. Delinquiendo. Llamo siempre a cobro revertido, escupo flemas verdes en la calle y echo mi aliento en los escaparates. ¡Delinquiendo! Pinto bigotes a los monumentos, me cago en todo lo que se mueve y también en todo lo que esta quieto.
¡Vivo fuera de la ley! ¡Vivo fuera de la ley! ¡Vivo fuera de la ley! ¡2 y 2 son 6! Lalaralalalá...
Delinquiendo. Termino las canciones cuando me sale del pijo.
A verba mesma non só me somella a máis allea do mundo sinón a máis ridícula que se pode decir. "Amor" deberá escribirse somente en tarxetas postáis, nas varillax dos abanos ou decirse de noite, aos quince anos, bailando o vals.
Go on home, British soldiers, go on home. Have you got no fuckin’ homes of your own? For eight hundred years, we’ve fought you without fear and we will fight you for eight hundred more.
If you stay, British soldiers, if you stay, you will never ever beat the IRA. The fourteen men in Derry are the last that you will bury so take a tip and leave us while you may.
No, we’re not British, we’re not Saxon, we’re not English. We’re Irish! And proud we are to be. So fuck your Union Jack, we want our country back. We want to see old Ireland free once more.
Well, we’re fighting British soldiers for the cause. We’ll never bow to soldiers because throughout our history we were born to be free, So get out British bastards, leave us be.
I'm a full three course tonight I'm a tummy rollercoaster allright Drowned in sauce, egg on top, all the sides with a big fat butter dollop I'm a full fuckin dinner to night, outta sight all right
Why don't you go right on and put me on a plate now? Put me on a plate now I am done and ready to eat You can sit right down and dig into the good stuff so good that you can never get enough got me tickling from my head to my feet
I'm like butter on the toast just right Like the gravy on the roast so right Book yourself a table for a weekday lunch Call the maitre' dee know you got that hunch Peek into the kitchen you can hear what it says Bring a big napkin this is gonna be a big mess
Why don't you go right on and put me on a plate now? Put me on a plate now I am done and ready to eat You can sit right down and dig into the good stuff so good that you can never get enough got me tickling from my head to my feet
Grab a knife and fork and spoon Got a table ready at noon Have a grape or Have a prune Come alone or bring a goon Like a wham bam leg o lamb egg and chips and ham Like a ding dong sing song bangin on the gong Like a woo hoo kung fu pepper in a curry stew Tick tock bomb clock ready for the food shock
Els polítics del moment, discuteixen pel govern S´acosten les eleccions i els errors han de tapar. Una estratègia han creat, han de fer un bon paper. Per que aquesta democràcia és una farsa!
Es creen noves lleis, es reforma tot l´estat, Tot segueix el seu camí però ningú se´n ha adonat De que tot és igual els de dalt son els de dalt! Per que aquesta democràcia és una farsa!
Aquesta és la seva democràcia! És aquesta la seva llibertat?
A les urnes a votar, és la nostra llibertat, No hi ha molt per escollir, tots son iguals de farsants! No hi ha dretes ni esquerres, sols promeses, més promeses I cap d´ells complirà, el que van predicant!
Aquesta és la seva democràcia! Nostra no és la seva democràcia, És aquesta la seva llibertat!
Democràcia en diuen al joc del capital, On tots els polítics obeeixen als mes rics. Per molts sistemes, per molts governs, No canvia res! Els que tenen diners i tenen accions, Son els que mouen el món.
Ela acúsame de non ter sentimentos porque falo e falo ou non falo. Vai comer todas as unllas, as súas altivas unllas escarlata. Pero ireime. Díxenllo e riuse indiferente pero ireime ou non me irei. Chegarei a unha desas cidades, non tan grandes como unha cidade, onde se para o tren e xa non hai máis tren, con monxas que se sentan nun barril de cervexa na estación, e miles de corvos que esperan con sorna a El-Rei ou a unha cámara de cine. Desa cidade sae un autobús tan vello que ten un conductor que fuma e que fala cos viaxeiros, xusto en cada curva, cando chove,
e faino cada día desde sempre, limpa o cristal coa man, coma se estiveramos caendo, chove tamén dentro. E non pasa nada, pois chegamos cando escampa, e só pinga no autobús, todos mollados menos os paisanos que se rin ou non se rin. Esta xa non é cidade nin nada, pero hai un barco panza arriba e unha praia de area negra. E hai tamén unha cabina de teléfono.
Escoitas? Estou nunha cabina. Si, ben. Non, nada. Chovía no autobús. Só hai un bar. Si, teño moedas. De verdade? Tamén eu. Non, aínda non se corta.
Si, sigo aquí. Non, non estaba pensando. Escoitaba, iso é todo. Non sei o que dicías. Escoitaba. Non, non é un libro. Son as follas da guía. Sabes cal é o prefixo de Ras-Al-Khaimah? Marcas o 07, máis 971 e logo o 77 e un número ao chou e xa podes falar con alguén en Ras. Non, non é que non te escoite. Escoito, só quero escoitarte. Pero non me preguntes o que dis. Non podo facer dúas cousas ao mesmo tempo, entender e pensar en ti. Que fácil é falar con calquera lado. Non, non cortes por favor. Se colgas, chamarei a Ras-Al-Khaimah ou a calquera lado. Mentras ti falas, non teño frío.
Não adianta olhar pro céu com muita fé e pouca luta Levanta aí que você tem muito protesto pra fazer e muita greve Você pode e você deve, pode crer Não adianta olhar pro chão, virar a cara pra não ver Se liga aí que te botaram numa cruz e só porque Jesus sofreu Num quer dizer que você tenha que sofrer
Até quando você vai ficar usando rédea Rindo da própria tragédia? Até quando você vai ficar usando rédea Pobre, rico ou classe média? Até quando você vai levar cascudo mudo? Muda, muda essa postura Até quando você vai ficando mudo? Muda que o medo é um modo de fazer censura
Até quando você vai levando porrada, porrada? Até quando vai ficar sem fazer nada? Até quando você vai levando porrada, porrada? Até quando vai ser saco de pancada?
Você tenta ser feliz, não vê que é deprimente Seu filho sem escola, seu velho tá sem dente Você tenta ser contente, não vê que é revoltante Você tá sem emprego e sua filha tá gestante Você se faz de surdo, não vê que é absurdo Você que é inocente foi preso em flagrante É tudo flagrante É tudo flagrante
A polícia matou o estudante Falou que era bandido, chamou de traficante A justiça prendeu o pé-rapado Soltou o deputado e absolveu os PM's de Vigário
A polícia só existe pra manter você na lei Lei do silêncio, lei do mais fraco: Ou aceita ser um saco de pancada ou vai pro saco
A programação existe pra manter você na frente Na frente da TV, que é pra te entreter Que pra você não ver que programado é você
Acordo num tenho trabalho, procuro trabalho, quero trabalhar O cara me pede diploma, num tenho diploma, num pude estudar E querem que eu seja educado, que eu ande arrumado que eu saiba falar Aquilo que o mundo me pede não é o que o mundo me dá
Consigo emprego, começo o emprego, me mato de tanto ralar Acordo bem cedo, não tenho sossego nem tempo pra raciocinar Não peço arrego mas na hora que chego só fico no mesmo lugar Brinquedo que o filho me pede num tenho dinheiro pra dar
Escola, esmola Favela, cadeia Sem terra, enterra Sem renda, se renda. Não, não
Muda, que quando a gente muda o mundo muda com a gente A gente muda o mundo na mudança da mente E quando a mente muda a gente anda pra frente E quando a gente manda ninguém manda na gente
Na mudança de atitude não há mal que não se mude nem doença sem cura Na mudança de postura a gente fica mais seguro Na mudança do presente a gente molda o futuro
You know I’d sooner forget but I remember those nights when life was just a bet on a race between the lights. You had your head on my shoulder, you had your hand in my hair. Now you act a little colder, like you don’t seem to care. But believe in me, baby, and I’ll take you away from out of this darkness and into the day, from these rivers of headlights, these rivers of rain, from the anger that lives on the streets with these names, cos I’ve run every red light on memory lane, I’ve seen desperation explode into flames and I don’t want to see it again...
Já nem sei a que propósito é que isso vinha, mas o Senhor Professor disse um dia que as palmas das mãos dos pretos são mais claras do que o resto do corpo porque ainda há poucos séculos os avós deles andavam com elas apoiadas ao chão, como os bichos do mato, sem as exporem ao sol, que lhes ia escurecendo o resto do corpo. Lembrei-me disto quando o Senhor Padre, depois de dizer na catequese que nós não prestávamos mesmo para nada e que até os pretos eram melhores do que nós, voltou a falar nisso de as mãos deles serem mais claras, dizendo que isso era assim porque eles, às escondidas, andavam sempre de mãos postas, a rezar.
Eu achei um piadão tal essa coisa de as mãos dos pretos serem mais claras que agora é ver-me a não largar seja quem for enquanto não me disser porque é que eles têm as palmas das mãos tão claras. A Dona Dores, por exemplo, disse-me que Deus fez-lhes as mãos assim mais claras para não sujarem a comida que fazem para os seus patrões ou qualquer outra coisa que lhes mandem fazer e que não deva ficar senão limpa.
O Senhor Antunes da Coca-Cola, que só aparece na vila de vez em quando, quando as coca-colas das cantinas já tenham sido todas vendidas, disse-me que tudo o que tinham contado era aldrabice. Claro que não sei se realmente era, mas ele garanti-me que era. Depois de eu lhe dizer que sim, que era aldrabice, ele contou então o que sabia desta coisa das mãos dos pretos. Assim: "Antigamente, há muitos anos, Deus, Nosso Senhor Jesus Cristo, Virgem Maria São Pedro, muitos outros sxantos, todos os anjos que nessa altura estavam no céu e algumas pessoas que tinham morrido e ido para o céu, fizeram uma reunião e decidiram fazer pretos. Sabes Como? Pegaram barro, enfiaram-no em moldes usados e para cozer o barro das criaturas levaram-nas para os fornos celestes; como tinham pressa e não houvesse lugar nenhum, ao pé do brasido, penduraram-nas nas chaminés. Fumo, fumo, fumo e aí tens escurinhos como carvões. E tu agora queres saber porque é que as mãos deles ficaram brancas? Pois então se eles tiveram de se agarrar enquanto o barro deles cozia?!" Depois de contar isto o Senhor Antunes e os outros Senhores que estavam à minha volta desataram a rir, todos satisfeitos.
Nesse mesmo dia, o Senhor Frias chamou-me, depois de o Senhor Antunes se ter ido embora, e disse-me que tudo o que eu tinha estado ali a ouvir de boca aberta era uma grandissíssima pêta. Coisa certa certinha sobre isso das mãos dos pretos era o que ele sabia: que Deus acabava de fazer os homens e mandava-os tomar banho num lago do céu. Depois do banho as pessoas estavam branquinhas. Os pretos, como foram feitos de madrugada e a essa hora a água do lago estivesse muito fria, só tinham molhado as palmas das mãos e as plantas dos pés, antes dce se vestirem e virem para o mundo.
Mas eu li num livro por acaso falava disso, que os pretos têm as mãos assim mais claras por viverem encurvados, sempre a apanhar algodão branco de Virgínia e de mais não sei aonde. Já se vê que a Dona Estefânia não concordou quando eu lhe disse isso. Para ela é só por as mãos desbotarem à força de tão lavadas.
Bem, eu não se o que vá pensar disso tudo, mas a verdade é que ainda que calosas e gretadas, as mãos dum preto são sempre mais claras que todo o resto dele. Essa é que é essa!
A min ha mãe é a única que deve ter razão sobre essa questão de as mãos de um preto serem mais claras do que o resto do corpo. No dia em que falámos disso, eu e ela, estava-lhe eu a contar o que sabia dessa questão e ela já estava farta de se rir. O que achei esquisito foi que ela não me dissesse logo o que pensava disso tudo, quando eu quis saber, e só tivesse respondido depois de se fartar de ver que eu não me cansava de insistir sobre a coisa, e mesmo assim a chorar, agarrada à barriga como quem não pode mais de tanto rir. O que ela me disse foi mais ou menos isot:
"Deus fez os pretos porque tinha de os haver. Tinha de os haver, meu filho, Ele pensou que realmente tinha de os haver... Depois arrependeu-se de ter os feito porque os outros homens se riam deles e levavam-nos para as casas deles para os pôr a servir como escravos ou pouco mais. Mas como Ele já não os pudesse fazer ficar brancos porque os que já se tinham habituado a vê-los pretos reclamariam, fez com que as palmas das mãos deles ficassem exactamente como as palamas das mãos dos outros homens. E sabes porque é que foi? Claro que não sabes e não admira porque muitos e muitos não sabem. Pois olha: foi para mostrar que o que os homens fazem, é apenas obra dos homens... Que o que os homens fazem, é feito por mãos iguais, mãos de pessoas que se tiverem juízo sabem que antes de serem qualquer outra coisa são homens. Deve ter sido a pensar assim que Ele fez com que as mãos dos pretos fossem iguais às mãos dos homens que dão graças a Deus por não serem pretos".
Depois de dizer isso tudo, a minha mãe beijou-me as mãos. Quando fugi para o quintal, para jogar à bola, ia a pensar que nunca tinha visto uma pessoa a chorar tanto sem que ninguém lhe tivesse batido.
Não creio em mim Não existo Não quero eu não quero ser
Quero destruir-me atirar-me de pontes elevadas e deixar-me despedaçar sobre as pedras duras das calçadas
Pulverizar o meu ser desaparecer não deixar sequer traço de passagem pelo mundo
quero que o não-eu se aposse de mim
Mais do que um simples suicídio Quero que esta minha morte seja uma verdadeira novidade histórica um desaparecimento total até mesmo nos cérebros daqueles que me odeiam até mesmo no tempo e se processe a História e o mundo continue como se eu nunca tivesse existido como se nenhuma obra tivesse produzido como se nada tivesse influenciado na vida se em vez de valor negativo eu fosse zero
Quero ascender elevar-me até atingir o Zero e desaparecer
Deixai-me desaparecer!
Mas antes vou gritar Com toda a força dos meus pulmões Para que o mundo oiça:
- Fui eu quem renunciou a Vida! Podeis continuar a ocupar o meu lugar Vós os que mo roubastes
Aí tendes o mundo todo para vós para mim nada quero nem riqueza nem pobreza nem alegria nem tristeza nem vida nem morte nada
Não sou Nunca fui Renuncio-me Atingi o Zero
E agora vivei cantai chorai casai-vos matai-vos embriagai-vos dai esmolas aos pobres Nada me pode interessar que eu não sou Atingi o Zero
Não contem comigo para vos servir as refeições nem para cavar os diamantes que vossas mulheres irão ostentar em salões nem para cuidar das vossas plantações de algodão e café não contem com amas para amamentar os vossos filhos sifilíticos não contem com operários de segunda categoria para fazer o trabalho de que vos orgulhais nem com soldados inconscientes para gritar com o estômago vazio vivas ao vosso trabalho de civilização nem com lacaios para vos tirarem os sapatos de madrugada quando regressardes de orgias noturnas nem com pretos medrosos para vos oferecer vacas e vender milho a tostão nem com corpos de mulheres para vos alimentar de prazeres nos ócios da vossa abundância imoral
Não contem comigo Renuncio-me Eu atngi o Zero
E agora podeis queimar os letreiros medrosos que às portas de bares hotéis e recintos públicos gritam o vosso egoismo nas frases “SÓ PARA BRANCOS” ou COLOURED MEN ONLY” Negros aqui brancos acolá
E agora podeis acabar com os miseráveis bairros de negros que vos atrapalham a vaidade Vivei satisfeitos sem colour lines sem terdes que dizer aos frequeses negros que os hotéis estão abarrotados que não há mais mesas nos restaurantes Banhai-vos descansados nas vossas praias e piscinas que nunca houve negros no mundo que sujassem as águas ou os vossos nojentos preconceitos com a sua escura presença
Dissolvei o Ku-Klux-Klan que já não há negros para linchar!
Porque hesitais agora! ao menos tendes oportunidade para proclamardes democracias com sinceridade
Podeis inventar uma nova história inclusivamente podeis inventar uma nova mística direis por exemplo: No princípio nós criamos o mundo Tudo foi feito por NÓS E isso nada me interessa
Ah! que satisfação eu sinto por ver-vos alegres no vosso orgulho e loucos na vossa mania de superioridade
Nunca houve negros! A África foi construida só por vós A América foi colonizada só por vós A Europa não conhece civilizações africanas Nunca houve beijos de negros sobre faces brancas nem um negro foi linchado nunca matastes pretos a golpes de cavalomarinho para lhes possuirdes as mulheres nunca estorquistes propriedades a pretos não tendes nunca tivestes filhos com sangue negro ó racistas de desbragada lubricidade
Fartai-vos agora dentro da moral!
Que satisfação eu sinto por não terdes que falsear os padrões morais para salvaguardar o prestígio a superioridade e o estômago dos vossos filhos
Ah! O meu suicídio é uma novidade histórica é um sádico prazer de ver-vos bem instalados no vosso mundo sem necessidade de jogos falsos
Eu elevado até o Zero eu transformado no Nada-histórico eu no início dos tempos eu-Nada a confundir-me com vós-Tudo sou o verdadeiro Cristo da Humanidade!
Não há nas ruas de Luanda negros descalços e sujos a pôr nódoas nas vossas falsidades de colonização
Em Lourenço Marques em New York em Leopoldville em Cape Town gritam pelas ruas fogueteando alegrias nos ares
- Não há negros nas ruas! Nunca houve Não há negros preguiçosos a deixar os campos por cultivar e renitentes à escravização já não há negros para roubar Toda a riqueza representa agora o suor do rosto e o suor do rosto é a poesia da vida Viva a poesia da vida! Viva!
Não existe música negra Nunca houve batuques nas florestas do Congo Quem falou em spirituals? Os salões enchem-se de Debussy Strauss Korsakoff que não há selvagens na terra Viva a civilização dos homens superiores sem manchas negróides a perturbar-lhe a estética! Viva!
Nunca houve descobrimentos a África foi criada com o mundo
O que é a colonização? O que são os massacres de negros? O que são os esbulhos de propriedade? Coisas que ninguém conhece
A história está errada Nunca houve escravatura Nunca houve domínio de minorias orgulhosas da sua força
Acabei com as cruzadas religiosas A fé está espalhada por todo o mundo sobre a terra só há cristãos VÓS sois todos cristãos
Não há infiéis por converter Escusais de imaginar mais infidelidades religiosas para justificar repugnantes actos de barbarismo
Não necessitais enviar mais missionários a África nem nos bairros de negros Nunca houve mahamba nem concepções religiosas diferentes nunca houve religiosos a auxiliar a ocupação militar
Acabai com os missionários os seus sofismas os seus milagres inventados para justificar ambições e vaidades
Possuis tudo TUDO e sois todos irmãos
Continuai com os vossos sistemas políticos ditaduras democráticas isso é convosco Explorai o proletariado matai-vos uns aos outros lutai pela glória lutai pelo poder criai minorias fortes apadrinhai os afilhados dos vossos amigos criai mais castas aburguesai as ideias e tudo sem a complicação de verdes intrusos imiscuir-se na vossa querida e defendida civilização de homens privilegiados
E agora homens irmãos daí-vos as mãos gritai a vossa alegria de serdes sós SÓS! únicos habitantes da terra
Eu artingi o Zero
Isto significa extraordinariamente a vossa ética Ao menos não percais a ocasião para serdes honestos
Se houver terramotos calamidades cheias ou epidemias ou terras a defender da evasão das águas ou motores parados em lamas africanas raios vos partam! já não tereis de chamar-me para acudir as vossas desgraças para reparar os vossos desastres ou para carregar com a culpa das vossas incúrias Ide para o diabo!
Eu não existo Palavra de honra que nunca existi Atingi o Zero o Nada
Abençoada a hora do meu super-suicídio para vós homens que construís sistemas morais para enquadrar imoralidades
O sol brilha só para vós a lua reflecte luz só para vós nunca houve esclavagistas nem massacres nem ocupações da África
Como até a história se transforma num tratado de moral sem necessidade de arranjos apressados!
Os pretos dos cais não existem Nunca foram ouvidos cantos dolentes misturados com a chiadeira do guindaste Nunca pisaram os caminhos do mato carregadores com sem quilos às costas são os motores que se queimam sob as cargas
Ó pretos submissos humildes ou tímidos sem lugar nas cidades ou nos escaninhos da honestidade ou nos recantos da força dançarinos com a alma poisada no sinal menos polígamos declarados dançarinos de batuques sensuais Sabeis que subistes todos de valor atingistes o Zero sois Nada e salvastes o homem
Acabou-se o ódio e o trabalho de civilização e a náusea de ver meninos negros sentados na escola ao lado de meninos de olhos azuis e as extorções e compulsões e as palmatoadas e torturas para obrigar inocentes a confessar crimes e medos de revolta e as complicadas demarches políticas para iludir as almas simples
Acabaram-se as complicações sociais!
Atingi o Zero Cheguei à hora do início do mundo e resolvi não existir
Cheguei ao Zero-Espaço ao Nada-Tempo ao eu coincidente com vós-Tudo
Trago em mim o inconciliável e é este o meu motor. Num universo de sim ou não, branco ou negro, eu represento o talvez. Talvez é não para quem quer ouvir sim e significa sim para quem espera ouvir não. A culpa será minha se os homens exigem a pureza e recusam as combinações? Sou eu que devo tornar-me em sim ou em não? Ou são os homens que devem aceitar o talvez?
Están a chover cascos de bala, como en cámara lenta
E vou afogando...
Condeados a camiñar ao filo da liña que marca a cicatriz. Acabamos por caer no abismo como equilibristas malditos. E no pozo de sangue, cada vez que intentamos saír, resbalamos, como lume sobre aceite.
Afogo... Os mapas desdibuxáronse. Afogo... As chamadas heroicas non teñen ningún eco. Afogo... O lume silenciouse.
Estou afogando.
Están a chover cascos de bala, como en cámara lenta.
El día que’l ZP ganó les elleiciones la suerte taba echada y pillé la gran tayada. El día qu’echaron a España del Mundial cola "pena" que tenía chumé ensin parar. El día que sacaron en Madrid la gran bandera pa vela bien borrosa garré una borrachera. El día que ficieron control d’alcoholemia la placa’l picoletu gomite-yla entera.
Nun faigo otra cosa que chumar pa escaecer, p’afogar les coses que m’esmolecen y nun quiero pensar.
Onde tea’l calimochu que se quite’l principín. Onde haiga plaza toros a rociala con alcohol. Onde tea la sidrina que se quite la Santina. Onde tea l’estáu d’embriaguez que se quite l’español.
El día que salió Gustavo Bueno en "Gran Hermano" por chumar por nun llorar llegué pa casa arrastrando. El día qu’Aznar faló con acentu texanu por chumar por nun reir seguí alcoholizando. El día la Hispanidá o la Costitución si ves la tele sobriu pue date depresión. El día que toque una boda real calteniéndote ebriu nun llores d’emoción.
Que guapo ye mamase, ye’l remediu que mos queda. Lluchar pola Asturies borracha y non la dinamitera.
Onde tea la destilería, fuera la monarquía. Onde hai llibertá de barra, prohibío lo sin alcohol. Onde haiga cerveza fría, fuera estatutu d’autonomía. Onde tea l’estáu d’embriaguez que se quite l’español.
Out on a rock I am stuck on a shock and I don’t want anyone to mend it Out on a rock I am stuck on a shock and I'm like a liar like a thief and a bandit
Ya no más. Ni el más leve gesto de ambigüedad. Ni una más. Ni una actitud tendente a justificar la violencia contra la mujer como algo natural. El macho está sumergido en plena crisis de valores, observando perplejo como su mundo se viene abajo. Se siente acorralado y herido en su fuero interno. Se siente amenazado y más victima que verdugo.
El gallo del corral pierde su autoridad. Se cuestiona y pone en duda. Se desploma y se derrumba. El gallo del corral se niega a claudicar, a compartir su hegemonía y a perder su supremacía.
Ni una más. Ni una simple y llana humillación más. Ya no más. Ni un solo ataque contra su dignidad. Ni una más. Ni una mujer rendida a la autoridad o sometida al gobierno del falo y presa del "que dirán". El macho está receloso. Su figura pierde peso. Ve como sus privilegios son superados por el paso del tiempo. Se siente traicionado por los de su propia especie. Se niega a ceder espacio y piensa morir matando.
El gallo del corral pierde su autoridad. Se cuestiona y pone en duda. Se desploma y se derrumba. El gallo del corral se niega a claudicar. A compartir su hegemonía y su supremacía. Ya ni una más. Ni una sola victima más. Ya ni una más. Ni una sola victima más. Ya ni una más. Ni una sola victima más
-Galicia é un imperio e a República de Sitio Distinto a súa colonia subconsciente.
-Hai outros mundos pero están neste Sitio Distinto.
-Nos organismos internacionais, na ducha, na vida sexual, no hipermercado: "estamos en guerra pero hai que reflexionar".
-O rostro das vacas é xeneroso, fíxate, o rostro das vacas é xeneroso.
-O porco é un bicho de compañía.
-Camuflaxe: "Saber estar".
-Vaia frío ou calor: "Parece que chove pero non chove".
-Hai que ter un mundo, unha cousa, un supoñer. É dicir, un pasaporte da República de Sitio Distinto. Haiche moito indocumentado.
-¿A que conduce todo isto?
-O jalifato é un poder arbitrario, que non conduce a nada. O jalifa é o jalifa, Maqueijan o seu profeta e a corte de As Incansables (raíñas das curvas) xa se sabe: incansables.
-O churrasco é o sacramento único da República de Sitio Distinto e a súa relixión: a cultura das curvas.
-A distancia máis curta entre dous puntos non é a liña recta, é a liña curva. Sen curvas non habería pracer sexual.
-O transporte oficial da República de Sitio Distinto é o Percebes Benz: un coche de choque para un mundo de curvas.
-En situacións límite, por disimular, cómpre berrar: "Dise en ruso, dise en vasco ¡A TUTI CHURRASCO!".
-Sen nervios.
-Ser galego non é suficiente, hai que ser de Sitio Distinto.
-Efectivamente hai cousas que non conducen a nada.
Camiñei a pé monte arriba sen máis pausas que as que existen no camiño dun arrieiro ao percorrer a mesta corredoira da liberdade onde a loita cotiá descobre estrelas vermellas como o sangue derramado polo meu pobo nunha historia pragada de inxusticias.
En inglés vaca dise 'cow' e rapaz dise 'boy'. A un vaqueiro chámanlle 'cowboy' que en galego sería 'vaca-boi'.
No future without cows. No boys, no cows, no future. Non hai futuro sen vacas nin cornos de tres en tres. Et la vache que rit, la vache qui ne rit pas. A vaca que se escaralla de risa por non chorar
Sobran vacas, sobran paisanos, sobran cornudos. Lástima de bois!
Van chegar os americanos. Van traer búfalos. Lástima de bois!
A vaca que foi mamut noutra reencarnación. O bisonte que foi poder no pensamento dos Sioux. E a vaca será bisonte. A vaca será poder. E os camelos cabreados nos paquetes de Camel Light.
Velaí veñen os búfalos dos americanos. Búfalos que dan alka seltzer a cuota do alka seltzer. As vacas que se miran con ollos de mamut. As vacas que confunden os búfalos con ñús. Con decisión vacuna, vacuna decisión "Nin un paso atras nin para tomar impulso".
Pincho carneito, pincho canguro, pincho vacuno, lástima de bois!
Bufa cornudo, vacas sagradas, leite de pantera, lástima de bois!
O home foi mandril noutra reencarnación. O único mamifero que gasta leite dos outros. Leite da vía láctea. Leite de moitos quilates. Unha autoestrada láctea. Leite para os primates. E a min ponme nome de animal e serei máis animal.
Mama mamifero, mama cornudo, mama mameluco, hai moito mamón!
pita con cornos, porcos de engorde, vacas e bisontes, lástima de bois!
Unha vaca é unha vaca e merece un respecto porque unha vaca é unha vaca e non é un alacrán.
Disque sobran vacas, disque sobran paisanos o que sobran son cornudos, lástima de bois...
Me dicen que dijeron que yo te habia dicho lo que por ti yo siento y que para ti no es mucho. Me dicen que tú dices a quien quiere oírte que cuánto más te quiero, yo menos te escucho. Me dicen que se dice que hay quien va diciendo que yo voy a perderte porque no te entiendo y porque tiendo a defender lo que defiendo, dicen que yo ya no sé muy bien ni de qué lado lucho. Dicen que al tiempo y con suerte que igual se me quitan las ganas de verte. Créete que no es que me importe, ya sé lo que duele tenerte y perderte. Dicen que al tiempo y a veces la vida te pone donde te mereces, que no es lo que dices, sino lo que haces, que esto es donde acabes, nunca donde empieces.
Y me dicen y me cuentan las malas lenguas a todas horas que ya tienes lo que quieres y que no saben por qué lloras. Yo no sé qué hostias tienen a mi que venirme a decir. Que baje un rayo y me parta si digo que no te quiero, si me la he jugado a tus cartas, si por tu querer me muero. Ven y dime que todavía crees lo que dicen de mí.
Me dicen que tú dices que dejaste dicho que de mí te apartabas porque yo era un bicho. Me dicen que hay quien dice que tú todavía pones todo lo que yo te digo siempre en entredicho. Me dicen que es inútil, dicen que me rinda, que en esta vida no hay persona que te entienda. No sé para qué me empeño yo en poner la guinda, no queda mas remedio que soltar las riendas. Dicen que al tiempo los llantos se te quitan solos, se los lleva el viento. Dicen que no dolió tanto a quien vio su consuelo llorando por tientos. Dicen que me he reinventado y que no tengo claro lo que por ti siento. Hay quien si me oye decir todo lo que yo te quiero igual piensa que miento.
Ja arriba divendres, tot just és de nit, et fas el petardo i remous el tarro. Ja arriba la festa, està bé la gresca, però perquè no millor preparar un molotov!
Nazis! Pum! Pum!
Draps, ampolles, gas-oil, i foc i foc! Ràbia dins del meu cor Camines pel carrer tu sol! Tu sol, tu sola!! I veus els nazis a prop. Amb ells tenim d'acabar! Hem de matar-los! I ara ja pots començar!
No tinguis miraments, que no passi el temps! No esperis més, avui és el moment, no pensis més! Ells no son res! Son feixistes, racistes, ignorants!
Nazis! Pum! Pum!
Draps, ampolles, gas-oil, i foc i foc! Ràbia dins del meu cor Camines pel carrer tu sol! Tu sol, tu sola!! I veus els nazis a prop. Amb ells tenim d'acabar! Hem de matar-los! I ara ja pots començar!
Una trista història d'un covard ple de dolor que mai dóna la cara fugint sempre del seu cor, com una serp s'amaga a les espatlles dels demés, si està sol s'adona com s'angoixa i no val res.
I sempre corre, corre i escapa, es una trista història, la del covard que crida i que després s'amaga i corre, corre i escapa, es una trista història, la del poruc que vol fugir per no enfrontar-la!
Mai defensa la raó, serà sempre un perdedor, per molt que corri la seva por sempre l'atrapa.
Que yo, que yo, que yo quiero morirme Que yo, que yo, que yo quiero morirme acá Que yo, que yo, que yo quiero morirme Que yo, que yo, que yo quiero morirme acá
Yo tengo a mi mamá Yo tengo a mi papá pero quiero morir tocando SKA Yo tengo a mi mamá Yo tengo a mi papá pero quiero morir tocando SKA
Cambiemos todos juntos esta mala vida enfiestemos las calles de esta ciudad brindaremos soñando con alegría pintemos el almanaque de carnaval.
Y aunque te peguen donde te duela en las cosas que llegan al corazón que todos juntos, todos unidos se aguantan las cosas mucho mejor.
Enfiestemos las calles todos unidos como en el carnaval con unas copas y alegría ya verán la mala vida pasará.
Hey!!! Hey!!! Hey!!! Hey!!! Hey!!!
Enfiestemos las calles todos unidos como en el carnaval con unas copas y alegría ya verán la mala vida pasará.
Cambiemos todos juntos Esta mala vida Trancemos al destino Su vanidad Que no se apague el fuego de nuestra vida el que mantiene unida nuestra amistad
Y aunque te peguen donde te duela en las cosas que llegan al corazón que todos juntos, todos unidos se aguantan las cosas mucho mejor.
Enfiestemos las calles todos unidos como en el carnaval con unas copas y alegría ya verán la mala vida pasará la mala vida pasará la mala vida pasará...
Masticando semplici ironie sorriso da un'apatica bugia comune parodia ma quanti soldi per la mia felicità domani sarà solo una realtà che non mi basterà
guardati adesso riflesso di un'identità mostra l'insolita politica della visione alcolica
coltivo la mia mente in lotta permanente sogni e desideri come la dimenticata libertà boicotto il presidente comico perdente ridi bene se conviene ma tieniti la predica
inseguendo inutili manie ignoro che la colpa non è mia ma stereopatia
nell'ignoranza che ritrovo anche in te sorrido per una malinconia mi perdo per la via
senti 'sto pezzo risveglio di una verità...
cos'è questa novità la senti crescere nell'aria forza mi dà critica semplifica com'è che non è mai l'amore che ritrovo in te
Moss tiró la botella de cerveza hacia el cubo, erró el tiro.
—Nunca fui un atleta —dijo—. Dios, en el colegio siempre me cogían el penúltimo cuando hacían equipos. después de mí iba el idiota subnormal. se llamaba Winchell.
—¿qué fue de Winchell?
—ahora es presidente de una empresa siderúrgica.
—vaya por Dios, hombre.
—¿quieres oír el resto?
—¿por qué no?
—el héroe. Harry Jenkins. está en San Quintín.
—vaya. ¿están en la cárcel los hombres que deben estar o los que no deben?
—ambos: los que deben y los que no deben.
—tú has estado en la cárcel. ¿cómo es?
—lo mismo.
—¿qué quieres decir?
—bueno, es una sociedad del mundo en otro elemento, se gradúan ellos mismos según su actividad. los estafadores no se relacionan con los ladrones de coches. los ladrones de coches no se relacionan con los violadores. los violadores no se rozan con los exhibicionistas. todos los hombres se gradúan según lo que les cazaron haciendo. por ejemplo, el que hace películas porno tiene una graduación bastante alta y el que se metió con un niño la tiene bajísima.
—¿y cómo los gradúas tú a ellos?
—todos igual: cazados.
—sí, claro. ¿cuál es la diferencia entre un tipo que está en chirona y el individuo medio que anda por la calle?
—el que está en chirona es el Perdedor que lo ha intentado.
—tú ganas. pero sigo necesitando una tía.
Moss fue a la nevera y sacó más cervezas. se sentó y abrió dos.
—ay, las tías —dijo—. hablamos como chavales de quince años. sencillamente no puedo andar ya detrás del asunto. no soporto todos los aburridos preámbulos, todas esas minucias. hay hombres que tienen una especie de don natural. pienso en Jimmy Davenport. Dios, qué tipejo vanidoso de mierda era, pero las mujeres sencillamente le adoraban. y como persona era un monstruo horrible. después de jodérselas solía ir a la nevera y mearles en los cuencos de ensalada y en las bolsas de leche; en donde podía. le parecía muy divertido. y ella salía y se sentaba, con los ojos destilando amor por aquel bastardo. me llevaba a las casas de sus chicas para enseñarme cómo lo hacía, e incluso me dejaba probar, un poco de vez en cuando, y por eso iba allí a verlo. pero parece que las mujeres más guapas andan siempre detrás de los mierdas más horribles, los farsantes más descarados. ¿o sólo tengo envidia, tengo la visión deformada?
—tienes toda la razón, hombre. la mujer ama al mentiroso por lo bien que miente.
—bueno, entonces, suponiendo que esto sea verdad, que la mujer procrea con el falsario, ¿no destruye esto una ley de la naturaleza? ¿no destruye la ley de que el fuerte se une con el fuerte? ¿qué clase de sociedad nos da esto?
—las leyes de la sociedad y las de la naturaleza son distintas. tenemos una sociedad antinatural. por eso estamos a punto de irnos al carajo. intuitivamente, la mujer sabe que el farsante sobrevive en nuestra sociedad, y por eso le prefiere. a ella sólo le interesa tener hijos y criarlos con seguridad.
—¿quieres decir entonces que la mujer nos ha conducido al borde del infierno en el que hoy estamos?
—la palabra para eso es «misógino».
—y Jimmy Davenport es Rey.
—¿rey de los Meones? las tías nos han traicionado y sus huevos atómicos se amontonan alrededor nuestro...
—llámale «misoginia».
Moss alzó la botella de cerveza:
—¡por Jimmy Davenport!
Anderson alzó la suya:
—¡por Jimmy Davenport!
vaciaron las botellas.
Moss abrió otras dos.
—dos viejos solitarios echando la culpa a las mujeres...
—en realidad, somos un par de mierdas —dijo Anderson.
I bought my baby a red radio He played it all day, a-go-go, a-go-go He liked to dance to it down in the streets He said he loved me but he loved the beat
But when I switch on I rotate the dial I could see it there driving him so wild I bought my baby a red radio He said he loved me but he had to go
(It's just the same old show) On my radio (It's just the same old show) On my radio (It's just the same old show) On my radio (It's just the same old show) On my radio On my radio, on my radio, on my radio
Senhoras e meus senhores, façam roda por favor Senhoras e meus senhores, façam roda por favor, cada um com o seu par Aqui não há desamores, se é tudo trabalhador o baile vai começar Senhoras e meus senhores, batam certos os pézinhos, como bate este tambor Não queremos cá opressores, se estivermos bem juntinhos, vai-se embora o mandador Vai-se embora o mandador
Faz lá como tu quiseres, faz lá como tu quiseres, faz lá como tu quiseres Folha seca cai ao chão, folha seca cai ao chão Eu não quero o que tu queres, eu não quero o que tu queres, eu não quero o que tu queres, Que eu sou doutra condição, que eu sou doutra condição
De velhas casas vazias, palácios abandonados, os pobres fizeram lares Mas agora todos os dias, os polícias bem armados desocupam os andares Para que servem essas casas, a não ser para o senhorio viver da especulação Quem governa faz tábua rasa, mas lamenta com fastio a crise da habitação E assim se faz Portugal, uns vão bem e outros mal
Tanta gente sem trabalho, não tem pão nem tem sardinha e nem tem onde morar Do frio faz agasalho, que a gente está tão magrinha da fome que anda a rapar O governo dá solução, manda os pobres emigrar, e os emigrantes que regressaram Mas com tanto desemprego, os ricos podem voltar porque nunca trabalharam E assim se faz Portugal, uns vão bem e outros mal
E como pode outro alguém, tendo interesses tão diferentes, governar trabalhadores Se aquele que vive bem, vivendo dos seus serventes, tem diferentes valores Não nos venham com cantigas, não cantamos para esquecer, nós cantamos para lembrar Que só muda esta vida, quando tiver o poder o que vive a trabalhar Segura bem o teu par, que o baile vai terminar
I can´t, can´t, can´t, can´t do Can´t, can´t, can´t, can´t do
Sometimes I feel like shit So don´t waste my fucking time I don´t need no family Just a big fat check of royalties
I know what I wanna do But I just don´t seem to get it through And I c-c-c-c-can´t do anything No, I c-c-c-c-can´t do anything
You live like a wannabe In this sick society And you´re sitting next to me Can´t you fuckin´ see
I know how I ended up here I took your piece of shit for real And I c-c-c-c-can´t do anything No, I c-c-c-c-can´t do anything
I can´t do nothing
And I c-c-c-c-can´t do anything No, I c-c-c-c-can´t do anything `Cause I´m a U.F.O. Romeo Well, I´m a U.F.O. Romeo Well, I´m a U.F.O. Romeo Well, I´m a U.F.O. Romeo
Siempre yo te sigo a todas partes. A veces yo no puedo, pero quiero, agradezco la alegría que me das. Siempre yo te sigo a todas partes. A veces yo no puedo aunque lo deseo, pero yo te quiero de verdad.
I don't wanna wait in vain for your love; I don't wanna wait in vain for your love. From the very first time I blessed my eyes on you, girl, My heart says follow through. But I know, now, that I'm way down on your line, But the waitin' feel is fine: So don't treat me like a puppet on a string, 'Cause I know I have to do my thing. Don't talk to me as if you think I'm dumb; I wanna know when you're gonna come - soon. I don't wanna wait in vain for your love; I don't wanna wait in vain for your love; I don't wanna wait in vain for your love, 'Cause if summer is here, I'm still waiting there; Winter is here, And I'm still waiting there.
Like I said: It's been three years since I'm knockin' on your door, And I still can knock some more: Ooh girl, ooh girl, is it feasible? I wanna know now, for I to knock some more. Ya see, in life I know there's lots of grief, But your love is my relief: Tears in my eyes burn - tears in my eyes burn While I'm waiting - while I'm waiting for my turn, See!
I don't wanna wait in vain for your love; I don't wanna wait in vain for your love; I don't wanna wait in vain for your love; I don't wanna wait in vain for your love; I don't wanna wait in vain for your love, oh! I don't wanna - I don't wanna - I don't wanna - I don't wanna - I don't wanna wait in vain. I don't wanna - I don't wanna - I don't wanna - I don't wanna - I don't wanna wait in vain.
Ahora ya sabes a lo que me refería. De nuevo has visto derrumbarse tu castillo y otra vez corres como un pollo sin cabeza.
Te mueves por las calles de la incertidumbre buscando una respuesta a la desolación. Me temo que la realidad es tan triste...
Nuestros principios más sagrados se vuelven humo y desaparecen. Buscamos algo para llenar este vacío, pero todo está muy mal.
Y al final, como siempre se suele decir, sólo las pequeñas cosas son las que cuentan, lo demás solo son pasatiempos.
Son sólo ciclos cada vez mucho más cortos, más cortos a cada nuevo desengaño. Me temo que la realidad es tan triste...
Siempre buscamos las respuestas que den sentido a nuestra existencia. No vamos a estar aquí porque sí, vamos cambiando y siempre es igual, cuando dura demasiado todo es igual.
La guerra sirve, la paz es militar y gira el mundo en contra de la gente. El dinero es libre y el pobre es ilegal. Hoy la utopía es un perro verde.
La democracia se empeña en olvidar y nuestra historia la escriben los que mienten. Y la memoria ocupada en consumir. El listo rico y el tonto presidente.
Y es cuerdo el que lo entiende y lo justifica, se ve que el loco soy yo. Y así voy, loco voy, así voy.
Los presos políticos uruguayos no pueden hablar sin permiso, silbar, sonreir, cantar, caminar rápido ni saludar a otro preso. Tampoco pueden dibujar ni recibir dibujos de mujeres embarazadas, parejas, mariposas, estrellas ni pájaros.
Didaskó Pérez, maestro de escuela, torturado y preso por tener ideas ideológicas, recibe un domingo la visita de su hija Milay, de cinco años. La hija le trae un dibujo de pájaros. Los censores se lo rompen a la entrada de la cárcel.
Al domingo siguiente, Milay le trae un dibujo de árboles. Los árboles no están prohibidos, y el dibujo pasa. Didaskó le elogía la obra y le pregunta por los circulitos de colores que aparecen en las copas de los árboles, muchos pequeños círculos entre las ramas:
-¿Son naranjas? ¿Qué frutas son?
La niña le hace callar:
-Ssshhhh.
Y en secreto le explica:
-Bobo. ¿No ves que son ojos? Los ojos de los pájaros que te traje a escondidas.
She had excuses and she just used them She was the victim of unspeakable abuses Her husband was violent, vilishus and distant Her kids now belong to the state of Massachusetts!
They've been taken away! They've been taken away!
Betty was a bright one Tommy's off his head Mother loved them both the same,at least thats what she said I don't predict the future, i don't care about the past Send them both to DSS, now you had your chance The boys who took stole babies The tenants took your rides You can have your children gone tonight
I suppose you were a victim I suspect you may have lied You've lost all ambition why don't you give this thing a try If you can't and you fail won't be the only loser These kid don't stand a chance with you in their future!
Comissaries enfangades clavegueres del poder jutges per la corrupció falsocràcia del Govern
Sólo el pueblo salva el pueblo
I els polítics del moment diuen que tot està bé silenciant la dissidència fil de ferro George Orwell Sólo el pueblo salva el pueblo Sols el poble salva el poble
Y una vez más sols el poble salva el poble
Militars imperialistes ens imposen la veritat presons són els arguments dels funcionaris de l'Estat Sólo el pueblo salva el pueblo
ETT's explotadores patronal neoliberal sindicats que estan pactant és la llei del capital
Sólo el pueblo salva el pueblo Sols el poble salva el poble
El capitalisme imposa una manera de viure, et diuen el que necessites per sobreviure. Li posen un preu, i del benefici de la venda, en treuen els guanys. Tenen els mitjans i l'eina adequada, ho tenen tot de cara! Així la màquina mai para!
8 hores estaràs tancat 8 hores passarà amargat 8 hores fabricant el producte que desprès ells et vendran!
Estic tan cansat del sistema, que t'escanya, que t'obliga! A ser una màquina més a la línia, Línia de treball! Que cada dia et fa aixecar, Per anar-t’en a treballar!
8 hores estaràs tancat 8 hores passarà amargat 8 hores fabricant el producte que desprès ells et vendran!
Ja pots mostrar interès, o produir com el que més. Sempre hi surt guanyant el mateix! El que te diners inverteix, el que te diners produeix. T'arruïna la vida i t'omple la butxaca. Com s'entén, aquesta jugada?
Le risposte alle incertezze, non posso certo darle io, le puoi scoprire solo tu Se il passato ormai è perso,considera e correggi per non provare quel che provi
se ripenso a questi anni per quanto abbiam vissuto, per quanto conta l’amicizia e gli errori che farai, sono l’esperienza che guiderà la tua esistenza
Chiudo gli occhi e quel che vedo dentro te E’ qualcosa che mi spinge a non lasciarti solo Chiudi gli occhi e cerca ancora dentro te La risposta è non mollare, non è ora ancora
un giorno imparerai, a conoscere te stesso e capire quanto tempo hai perso un giorno crescerai, scoprendo cosa serve, a stabilire l’ importante
Chiudo gli occhi e quel che vedo dentro te E’ qualcosa che mi spinge a non lasciarti solo Chiudi gli occhi e cerca ancora dentro te La risposta è non mollare, non è ora ancora
Tengo problemas con las mujeres y casi sin solución. Serán problemas de descontrol, problemas de sexo, droga y rock & roll. Problemas eran los de antes: los elefantes en la tormenta. Si un día el hígado rebienta tenemos el mismo problema los dos.. Tengo problemas y no puedo pagar la cuenta y problemas de respiración. No basta una sola canción para resolver mis problemas de rock & roll. Problemas de rock & roll problemas de sexo, droga y rock & roll. Cada uno elige sus problemas el mío lo elegí yo. Antes lo tuvieron muchos, Lowell y Brian Jones. Problemas, problemas. Problemas de rock & roll Problemas, problemas de sexo, droga y rock & roll. Puedo parecer tarado y también el más pesado de la ciudad tengo varios abogados y pocos calzoncillos cagados. '22' es mi número de suerte. Veintidós, el loco y el negro. Casi me desintegro cien veces en solo tres meses. Rompo todo y no aprendí a sufrir. Todos tenemos que aprender a vivir. Problemas de rock & roll Problemas de rock & roll Problemas, problemas de sexo, droga y rock & roll. Me pregunto mientras junto los pedazos de lo que se rompió si cuando tuve problemas alguien me vio alguien me vio... Pero yo no los elegí aunque yo no sé quién fuí. Y parece tarde para arrepentirse o irse o divertirse de los problemas de muchos como yo Problemas de rock & roll Problemas de rock & roll son esa clase de problemas que uno solo se buscó Es una tragedia y media vivir y poder elegir sufrir con todos los problemas, vivir como un caracol con una Gibson Les Paul Problemas de rock & roll Problemas, problemas de sexo, droga y rock & roll. Estoy hasta el cuello de camellos en quien pasar. Merezco un pasaporte del desierto de tanto pillar Tengo los huesos rotos, mis dos corazones rotos, los huevos están rotos. Tengo muchos problemas pero uno no... Varón dijo la partera Varón dijo la partera Varón dijo la partera y yo quiero mi bandera ¿Qué tiene de malo meterse una raya de coca? ¡¡Qué es poca!!! Problemas de rock & roll Problemas, problemas de sexo, droga y rock & roll. Problemas de rock & roll Problemas de rock & roll Problemas de rock & roll Problemas de rock & roll Problemas de rock & roll
Yo lo que quiero es ska y lo quiero ya lo que quiero es ska y lo quiero ya lo que quiero es ska y lo quiero ya ya ya ya.
Me paso la vida tomando cerveza y con ritmo ska sonando en mi cabeza desde la mañana y a todo volumen en todas las manzanas los Specials rugen.
Solo en un cuartucho o en la discoteca cuando el ska escucho mi estructura tiembla pinto las paredes a cuadros blanco y negro y a todos los lugares conmigo el ska llevo.
Yo lo que quiero es ska y lo quiero ya lo que quiero es ska y lo quiero ya lo que quiero es ska y lo quiero ya ya ya ya
O pai de Johnathan Ferreiro Súa pedras de sal no Gran Sol A súa pel está chamuscada E as mans, rexas de turrar polas redes, Nas noites de inverno austral Entumécense, E non dá feito os pés de gato. Seis meses traballa arreo E outros seis bebe licor no bar da Marta. Pero a profesora nova de Johnathan é loira, E hai que impresionala. Ao día seguinte escribiu na ficha: "Profesión do pai: narcotraficante".
I got 'em horny feet You got the epic beat Wanna make' em cream You wanna make' em dream Coz I was born to shout and tell' em all what it's really about No time for liberation baby It's time to let the beasty out
Ain't it sweet now to walk the shitty street now What a blast coz i love it fast
Sweet liberation with a twist coz in a cool world I exist Gonna pull my shutters down gonna kick it all around coz I'm a black belt master fightin' with a velvet fist
I'm a screamer you're a dreamer- so whatcha gonna do Gonna push that thing till they're beggin for a hefty screw I'll be a fire-breathin' boy with a thousand db ploy Gonna breathe some fire fire baby coz I'm pissed
Yeah I was born to rule You's born to drool Ain't takin' no goddammn shit Got a suit with the snuggest fit And you might say I'm bad Nothin' but a fad But I'm on a quest Baby I'm posessed
Moonlight illuminate my night and my days sunray make the people say Had a vision somethings missing so they're screaming out loud Keep my feet on ground and my head in the clouds. I'm the arrow, you're my bow, shoot me forth and I will go And I know and I go and I go get up and go Make me feel its for real tell me what you know.
Acabo de espertar e non quero abrir a serie de portas que probablemente me salven. Chégame coas fiestras: ninguén nos agarda nesa rúa chea de xente.
Aproveitando a luz, debuxei un soño na pel deste pobo canso. Vexamos cánto dura, pois xa sabedes que aquí bórrannos a memoria.
É triste este ter que celebralo todo cando aínda está todo por acadar. O equilibrio non serve de nada cando estás no chan. O equilibrio non serve de nada canda hai moito que caiches.
Cremos as nosas propias mentiras. Aburridos das mentiras dos demais. O aspirante a líder di que precisamos un líder.
É triste este ter que celebralo todo cando aínda está todo por acadar. O equilibrio non serve de nada cando estás no chan. O equilibrio non serve de nada canda hai moito que caiches.
caíaseme a babiña das bocas das miñas dúas cabezas. quería ser cacho de tea de bañador para estar entre as dúas portas de emerxencia por bañarme en suor de nádegas, e poder magrearte ata transformarme en líquido que regara o teu corpo sexual, de femia que desprende un algo bestial.
Outro home bicoume nos beizos, meteume a lingua na boca. Non sentín ren. Díxenlle "Vai para á casa, ovella, estás bébedo e tes a muller na porta esperándote."
Mais cando lembro os teus bicos trémenme as cadeiras e o que hai entre elas faise leite.
Papaíto, entra ¿qué me haces, rockero? Las niñas bonitas cobran mucho más dinero. Mujeres desnudas con hombres desnudos, ¿qué es lo que hacen cuando están todos juntos?
¡Cuánta puta y yo qué viejo!
¿Quieres ser mi novio? Yo no soy de piedra. Zumo de naranja en las tetas de la negra. Tristeza post-coitum, no me mires a la cara. Papaíto sale pero volverá mañana.
Primera banda en el mundo que practicó el ska-hardcore. Activismo, dinamita en iglesias entre canción y canción. No permanece unida la familia Iskariote, aunque hablen ultimamente de formar un ochote.
¡Sabotaje! ¡Rebelión! ¡Desobediencia! ¡Agitación!
Una entrevista en casete teníamos grabando. De muy mala hostia se nos quedaron mirando. "Decirle a Judas si le ven -nos dijeron- que reparta las monedas que por el hippie le dieron"
My baby, my baby let me know because you love me, you love me Let me go and you’re my lover, you pay me Twice my size And on your knees you lay In my Thighs,
Take my hand and lets end it all, She broke her little bones On the boulders below, Take my hand and lets end it all,
My baby, My baby let me go And if you love me, you love me Let me go, Cause I'm your brother, your brother, Have some pride, And now you love me, you love me Then die tonight
Take my hand and lets end it all, She broke her little bones On the boulders below, Take my hand and lets end it all, Broke her little bones On the boulders below, And while she fell I delightfully said,
She took my hand and I let her go She broke her little bones On the boulders below, Took my hand and she ended it all, Broke her little bones on the boulders below, And while she fell, I smiled.
Se te atopas farto do ben e do mal, atolado, desde esa liña divisora ponte a bailar nela polos inimigos.
Pero atopo a John Trudell no Café aberto toda a noite e confésolle que a miña cabeza e máis eu tampouco nos levamos do todo ben.
NO CRUCE DE CAMIÑOS, SEN DESTINO
Estamos perdidos, por iso somos os que buscamos un camiño, impotentes. Polo contrario, cada naufraxio ensínate a camiñar espido.
Rompín todos os sinais de “prohibido sentir” e marcho amigo do Sol cara o interior da nube das sombras.
IN-KOMUNIKAZIOA IN-COMUNICACIÓN
Festa, era un gran día de festa. Podía ver facianas ledas e aínda así só sentía tristeza, pero parecía ser a festa dos rostros ledos.
Bancarrota no teatro da vida. O ruído secreto do Legaleón T (que separa a vida da morte). O amor e a morte divididos en dous territorios.
Unha única constante variable: o tempo. Como nun xogo nepalí, Bagh Chal ou o movemento do tigre, o dragón agochado. Dous xogadores demostrando dotes estratéxicas, capacidade, enxeño e carencias nun taboleiro... “E todo aquilo que é dominio do corazón encóllese no lago, no lago do tempo”.
Incomunicación total Soidade, desgusto Tristeza, inquietude, angustia Incomunicación total
Your empty walls Your empty walls Pretentious adventures Dismissive apprehension Don't waste your time On coffins today When we decline From the confines of our mind Don't waste your time On coffins today
Don't you see their bodies burning Desolate and full of yearning Dying of anticipation Choking from intoxication Don't you see their bodies burning Desolate and full of yearning Dying of anticipation Choking from intoxication
I want you to be left behind those empty walls Taught you to see from behind those empty walls
Y otra vez fui capaz de olvidarlo y buscarme un refugio pa la sin razón. Y otra vez más te he mirao a la cara y me ha dao hasta pena de la situación. Y otra vez me lo he callao pero ahora me subo al micro encabronao, desbocao de lao a lao, Pocas puñalas por la cara me han dao. Otra vez llevo el ritmo aplastao, otra vez mas controlando el tinglao. Con cada noche que pasa me vuelvo más listo, más serio y más desconfiao. Y otra vez me lo he callao, pero ahora ya tengo el discurso pensao y aunque me muera de pena hasta en mi última cena de judas yo estaré rodeao.
¿Cuántas veces he fallao? Ya sé que estoy mucho más guapo callao. ¿Cuánto cuesta desprenderse de to lo que duele y te deja marcao? Los golpes dejan sonao. Los que no te esperas to desarbolao, pero ya se me ha pasao. Mañana estaré como nuevo, jurao. Porque es difícil suspirar cuando duele, ¡eh! Es difícil de olvidar cuando el alma se te muere. Es difícil de confiar en alguien, ya pasó tu tren y en el andén quedaste tú, ahora el cañón esta en tu sien.
Y ahora, ¿Quién me detiene? ¿Quién? ¿Quién tiene miedo? ¿Quién? ¿Quién vio pasar mi tren? ¿Quién permanece al cien junto a mi alma en el andén?
Y ahora, ¿Quién me detiene? ¿Quién? ¿Quién tiene miedo? ¿Quién? ¿Quién vio pasar mi tren? ¿Quién permanece al cien junto a tu cuerpo en el andén?
Ya sé que duele más de lo que suele ver cómo se muere sin fe el corazón. Ya sé que importa bien poco quien sale ganando que pa esto no hay competición. Ahora ya tas enterao, de poco te sirve lo que hayas llorao. ¿Quién me para, desgraciao? No puedo perder lo que llevo ganao. Y no se qué estoy haciendo. Y sobre la herida no pega un remiendo. Si no supiera callarme tenía que pasar la vida discutiendo. ¡Cuántas noches observando! ¡Cuántas noches comprendiendo! Y cada noche es la misma tan sólo cambian los borrachos, con el tiempo, los problemas olvidaos, los marrones del pasao, los recuerdos de dolor le dan el valor a los desesperaos.
"Nunca fue la nuestra, lengua de imposición, sino de encuentro. A nadie se le obligó nunca a hablar en castellano" (Juan Carlos I)
Va ser a la tardor del 1707 i encara volen cendres pels mateixos carrers, les classes populars contra les tropes del rei les pedres ho recorden quan avui les prenem.
Avui com ahir avui com demà el mateix camí, el mateix combat...
Va ser la primavera dels anys que hem viscut i encara veig com brillen avui els teus ulls, quan prenem els carrers escenaris del teu temps, revoltes que han tancat les ferides dels teus punys.
Avui com ahir avui com demà el mateix camí, el mateix combat...
I la nostra revolta mai no podran aturar, els nostres punys alçats mai no podran abaixar, els nostres somriures mai no podran esborrar, la nostra actitud sempre serà de combat. I mai no deixes mai de lluitar contra el poder, mai no deixes mai de plantar cara al poder. Ahir, avui, demà, sempre contra el poder!!
Vén a Korrika! Yeah! Yeah! Yeah! Yeah! Yeah! Xa vén! Korrika, un pobo en movemento Xa vén e para Big Beñat Unha nova misión imposíbel "Reunir un mundo" é a consigna E non pode errar o noso antiheroe Empregando o ritmo xigante Big Beat Quen podrá resistirse a esta chamada?
Dende Gasteiz Até Baiona Temos un novo século para comezalo correndo
Na nosa mente o mundo Un montón de xente Trátase de pensar globalmente, Actuar localmente, verdade? Somos vascos e cidadáns do mundo Persoas, á marxe da uniformidade Nin cabezas transxénicas, nin números Vivos, pois o éuscaro non ten data de caducidade Se a modernización implica o ser homoxéneo Tatúame no cu o código de barras
Mira: O ritmo xigante de Big Beñat Mira: Abaixo Big Mac Vén a Korrika: Á cabeza está Big Beñat Uh, uh, uh, uh... Reunir un mundo!
Cultura globalizada, macdonalizazón Consumir plástico, ao igual que a comida rápida Unha cousa é fusionar e outra obrigar Intercambiar ou impoñer modelos á forza Big Beñat, fabas e rabiza popular Taco mexicano de serpe E pan con tomate catalán Queixo e noces, pois a terra non é pavimento Evitemos de unha vez por todas a merda vella
Mira: O ritmo xigante de Big Beñat Mira: Abaixo Big Mac Vén a Korrika: Á cabeza está Big Beñat Uh, uh, uh, uh... Reunir un mundo!
It's not so much the pain It's more the actual knife Pretending the picture is perfect I cut myself to sleep I close my eyes for a second And curse my fragile soul I scream to hide that I'm lonely The echo calls my name
If I ever, If I never Make me understand the thought whatever Make me see. Make me be Make me understand you're there for me
Dicen que cuando se acerca la hora de la muerte, uno empieza a creer en dios. A mí me pasa todo lo contrario. Cada día que pasa tengo más pruebas de que dios no existe, lo que existe es la religión y en su nombre se cometen las mayores atrocidades del mundo.
Intento cambiar de verdad, intento escapar de no progresar quiero por fin revivirme, retirarme de toda esta mediocridad sumergido en esta desgana, camino morao por la calle esperando que salga, que aparezca un golpe de suerte que cambie mi vida, que cambie mi alma, tan sucia de todo de todo lo que me rodea, tan llena de muerte, tan llena de muerte de muchos colegas, tan llena de muerte de muchos colegas!!.
Y es que te hartas, y rebientas y al mundo le pegas patadas y es que te cansas de todo, terminas no creyendo en nada.
Después de tanta miseria, ¿cómo quieres que siga creyendo que existe tu Dios? ¡Pues claro que no, no existe tu Dios de madera!
Pero sigo creyendo en tu iglesia, en tu iglesia con propio país, presidente y bandera, y con joyas, oro y dinero que muchos que mueren de hambre quisieran, nunca podré multiplicar esos peces. Pero sí agrandar las riquezas en cuentas corrientes, no lo entiendo, que vendan un poco de arte y le den de comer a esa gente. Que vendan un poco de arte y le den de comer a esa gente, que vendan un poco de arte y le den de comer a esa gente!!.
Y es que te hartas, y rebientas y al mundo le pegas patadas y es que te cansas de todo, terminas no creyendo en nada. Después de tanta miseria, cómo quieres que siga creyendo que existe tu Dios? pues claro que no. No existe tu Dios de madera. ¡Pues claro que no, pues claro que no. No existe tu Dios de madera! ¡Pues claro que no! Pues claro que no No existe tu Dios de madera! ¡Pues claro que no, pues claro que no! No existe tu Dios de madera! ¡Pues claro que no, pues claro que no! No existe tu Dios de madera!
Mierda de educación que te enseña a vivir como tú no deseas, mierda de vida que nunca te da elección y te ciega. ¡A chuparla la boca! Que suelta palabras que son mentiras, ¡a chuparla la boca cabrones a chuparla la vida!
Prósperas familias que viven de locura, mentes más despiertas que buscan en la basura, blasfeman y se cagan, en el Dios que todos adoran al margen de la sociedad esperan que llegue su hora.
Si nunca has tenido prejuicios, ni nada que agradecer vives tranquilo forzado en la calle. ¿A alguien tienes que obedecer? ¡Al instinto, al estómago, al sentido de desconfiar! Pero nunca a políticos ni a dioses creados por la humanidad, ¡no!.
Seguros de que una vez tomado Manhattan, Berlin no pasaría a ser más que una mera cuestión de tiempo, entonces, casi ninguno sabría recordar las palabras de Federico García Lorca: ’la verdadera patria es la patria del amor y de la igualdad’.
Tantas veces pronunciadas hoy, como palabras vivas. Capaces de hacer retroceder de entre todos el muro más obstinado, que es a diario la ignorancia, representada en los puertos de Albania, como si ’lamerica’ fuese capaz de superar cuantos desequilibrios motivan la apariencia...
Quan penses que ràbia i odi, És l'únic que corre dins les teves venes, Creus que l’únic mitja és la violència, I et diuen que no tens la consciència desperta!
La lluita és el camí, la raó ens acompanya! Organitza't, pensa! Aprofita l’ocasió! Decideix amb fermesa, actua amb coherència! Amb la ment desperta, és hora d’estar alerta!
L'acció no és eficient si no s'usa intel·ligència, La lluita es fa evident amb la resistència, Cal demostrar-ho! No és gratuïta violència!!
La nostra violència no és gratuïta!
La lluita és el camí, la raó ens acompanya! Organitza't, pensa! Aprofita l'ocasió! Decideix amb fermesa, actua amb coherència! Amb la ment desperta, és hora d’estar alerta!
Espera l'ocasió, al seu moment, La millor arma, la teva ment!!
Restos do tempo de armagideon últimos retratos en polaroid Pago en castigo, a guerra das vinganzas en imaxes dixitalizados
Pensaches algunha vez en ese intre no que os esquecidos veñan demandando con gorros de Mickey Mouse e viseiras Nike a canción de Ricky Martin-Bush? Living la vida loca Living the wild side e o capitalismo salvaxe. Onde foron roubados os nosos bens?
Whoa, Black Betty (Bam-ba-Lam) Whoa, Black Betty (Bam-ba-Lam)
Black Betty had a child (Bam-ba-Lam) The damn thing gone wild (Bam-ba-Lam) She said, "I'm worryin' outta mind" (Bam-ba-Lam) The damn thing gone blind (Bam-ba-Lam) I said Oh, Black Betty (Bam-ba-Lam) Whoa, Black Betty (Bam-ba-Lam)
Oh, Black Betty (Bam-ba-Lam) Whoa, Black Betty (Bam-ba-Lam)
She really gets me high (Bam-ba-Lam) You know that's no lie (Bam-ba-Lam) She's so rock steady (Bam-ba-Lam) And she's always ready (Bam-ba-Lam) Whoa, Black Betty (Bam-ba-Lam) Whoa, Black Betty (Bam-ba-Lam)
Whoa, Black Betty (Bam-ba-Lam) Whoa, Black Betty (Bam-ba-Lam)
She's from Birmingham (Bam-ba-Lam) Way down in Alabam' (Bam-ba-Lam) Well, she's shakin' that thing (Bam-ba-Lam) Boy, she makes me sing (Bam-ba-Lam) Whoa, Black Betty (Bam-ba-Lam) Whoa, Black Betty BAM-BA-LAM
Se non rematou o día a loita podería volver a espertar. Ninguén nos está agardando en ningunha meta.
Se non se ideou o camiño, se non sabemos cál é, comecemos a andar ofrecendo as nosas forzas.
Non temos chegado a ningures e non saímos de ningunha parte e non chegaremos a ningures se non se fai o camiño.
Primeiro un paso, despois o seguinte. Unha vitoria e logo unha máis. Se se pode escoller o futuro loitemos por o noso.
Todos somos o camiño de este pobo. A loita é a dona da paz. Todos estamos no camiño da loita. A paz é o obxectivo da loita. Se a intención de alguén é non falar nin escoitar, que sexa a nosa o latexo de este pobo.
penso en cada unha de elas vivindo nalgunha outra parte sentadas nalgunha outra parte de pé nalgunha outra parte ou tal vez dando de comer a un meniño ou lendo un xornal ou berrándolle ao seu novo maromo...
pero por sorte o meu pasado feminino (ao meu xeito de ver) concluíu pacificamente.
senembargo, a maioría da xente semella estar convencida de que unha nova relación sen dúbida funcionará.
que a anterior non foi máis que o erro de escoller unha mala parella.
nada máis que mal gusto mala sorte unha xogada do destino.
e despois hai quenes cren que as vellas relacións pódense retomar e renovar.
pero, por favor, se es de esa opinión
non chames non escribas non veñas
e mentres tanto, non te sintas ferida, porque este poema durará moito máis do que duramos nós.
meréceo: a súa forza reside en que non busca compaña en absoluto.
On his feet now Into your eye Wanna be on the street now You wanna live or do you wanna die
Yeah Got a satellite crash comin down on the top of your head Yeah Got a wild man on the move Get down Yeah What a sonic speed gonna revv it up into the red Yeah Coz he's got the groove
Back in the day yo as we learned A man was not considered to be Considered to be fully grown Has he not gona beyond the hills Has he not crossed the 7 seas Yeah, 7 seas at least!
Now all them jokers kept around Just like the scarecrows in hometown Yeah, scarecrows in hometown From screen to screen they're travelin' But I'm a wonderlust king
I stay on the run Let me out Let me be gone In the world's beat up road sign I saw new history of time... New history of time!!!
And when the rain comes down Would you choose to walk or stay? Would you choose to walk? Would you choose to stay? Would you walk walk walk walk walk away?
Amo as primeiras flores que aparecen en primavera, cando os ceos se volven azuis.
Acostarme en verán cando as estrelas están a punto de se apagaren, cando a luz comeza a intuírse ao lonxe.
Os domindos chuviosos de outono, mirar as follas caer dende a fiestra da miña habitación. Gústame a tranquilidade que a neve trae consigo, como se se detivese o tempo.
E ti... sempre te penso, no caer das follas, nas flores, en todas. No apagarse das estrelas, en cada pinga de chuvia, en todas.
Pasar as horas mirando cara arriba, intentando entender a forma das nubes, todas teñen un significado se se busca.
Pasaría horas tumbado en calquera parte, cos ollos pechados, mentres o vento cante.
E ti... sempre te penso, no caer das follas, nas flores, en todas. No apagarse das estrelas, en cada pinga de chuvia, en todas. Nas brancas folerpas, na nube máis difícil, nas flores, en todas, no apagarse das estrelas, en todas.
Perseguidor cruel, agora o castigado foi el! ¡Yup!, la-la Os anxos rezan: "Ai, fódete!" Perseguidor cruel, agora o castigado foi el! ¡Yup!, la-la Os anxos rezan: "Ai, fódete!" Ite, ite misa est.
In nomine Patri et Filii... Subiu ao alto e despois caeu! Enviara moitos ao ceo, por iso estabamos en débeda con Carrero! In nomine Patri et Filii... Subiu ao alto e despois caeu! Enviara moitos ao ceo, por iso estabamos en débeda con Carrero!
Perseguidor cruel, agora o castigado foi el! ¡Yup!, la-la Os anxos rezan: "Ai, fódete!" Perseguidor cruel, agora o castigado foi el! ¡Yup!, la-la Os anxos rezan: "Ai, fódete!" Ite, ite misa est.
Máis vale que Madrid e o mundo o aprendan dunha vez, non se pode oprimir aos vascos eternamente. Máis vale que Madrid e o mundo o aprendan dunha vez, non se pode oprimir aos vascos eternamente.
Perseguidor cruel, agora o castigado foi el! ¡Yup!, la-la Os anxos rezan: "Ai, fódete!" Perseguidor cruel, agora o castigado foi el! ¡Yup!, la-la Os anxos rezan: "Ai, fódete!" Ite, ite misa est.
Vitoreámoste e ti es o brazo do pobo! Grande é a túa forza, o pobo está protexido! Vitoreámoste e ti es o brazo do pobo! Grande é a túa forza, o pobo está protexido!
Perseguidor cruel, agora o castigado foi el! ¡Yup!, la-la Os anxos rezan: "Ai, fódete!" Perseguidor cruel, agora o castigado foi el! ¡Yup!, la-la Os anxos rezan: "Ai, fódete!" Ite, ite misa est. Deo gratias
Come il mare arriva prende e porta via Come uníonda che síinfrange, sulla tua mente Il tempo passa e sfuma via il tuo momento E lascia un vuoto dentro che nascondere non puoi
Tutti i tuoi sogni ormai passati, irrealizzati Tutti i momenti mai vissuti, dimenticati Viviamo il tempo come fosse malattia La stessa ci consuma dentro nasconderla non puoi
Non è cambiato niente, è così da sempre Il ricordo resta vivo intensamente Non è cambiato niente, è così da sempre Il ricordo resta vivo
I feel the heat, the fire that burns Deep in my soul, as this hair-rat returns No one around to hear me cry out Open my mouth, but I can’t make a sound
I feel the weight of the world sometimes Hanging on my head, whoa Look for the light of this tunnel once again
I’m talkin bout the right state of The right state of The right state of your mind
Fit for the worst, I can’t catch my breath My heart beats to the sound of unrest Pull strings and I, my thoughts are so low Reach out my hand, but there’s no one to hold
We walk alone through this strange life It can be so cold sometimes, whoa Just close my eyes and remember If you search you just might find
I’m talkin bout the right state of The right state of The right state of your mind
I feel the weight of the world sometimes Hanging on my head, whoa Look for the light of this tunnel once again
I’m talkin bout the right state of The right state of The right state of your mind
De dar tantos bandazos me ha parecido ver un arte en construir un camino para no ir a ninguna parte, y al menos vi motivos siempre como para decirte que quizás nunca tuve nada nuevo que contarte.
De no saber qué hacer, entré otra vez en este ostracismo, llamado a ser soldado en las filas del pesimismo. Me puse a revisar las bases de mi agnosticismo y por no querer creer, no quise creer ni en mi mismo.
Salí de las fronteras, del que siento por mi pueblo, fui cogiendo conceptos y reuniendo vocablos y ahora creo que soy árbol pues el viento no me dobla. Y si se marcha esta niebla podrás ver de qué te hablo.
Ponle dos velas al patrono de los increibles que no nació este pobre predicador en un establo, mas si hay un nubarrón tan grande que tu mente nuble, tambien sabré buscarme a mi San Pedro y mi San Pablo.
Que ahora ha cambiado mi suerte y me han vuelto a entrar ganas de querer quererte y contarte que todo esto no lo hago ni mucho menos yo por ti. Y no me siento nada arrepentido. Tengo que serte del todo sincero...
Pensi che i soldi possano darti tutto quello che non hai Vuoi comandare, giudicare non sai come si fa Parli con frasi che hai rubato alla pubblicità Non hai pensieri intelligenti, perchè sei
Troppo vuoto non riesci a capire Che sei falso grande pezzo di merda Troppo vuoto non riesci a capire
Ti senti furbo realizzato, ignorante come sei Ogni discorso un'impresa, chissà quanto durerà Parli ma tanto non capisci, dove sta la verità Non hai pensiri intelligenti, perchè sei
Troppo vuoto non riesci a capire Che sei falso grande pezzo di merda Troppo vuoto non riesci a capire Che sei falso grande pezzo di merda
Le emozioni non le riesci a trasmettere agli altri prova a chiederti perché, non ha i tempo e pensa che La tua vita non la vivi se corri così Se rinunci a tutto poi, e non guardi dentro te La tua vita si trascina anche se tu non vuoi (mollar)
Lonxe todo queda lonxe tras a porta da miña casa sen capacidade de sentir abandoado na indolencia
Poñamos que é decembro no ano 1998 os EUA voltaron a bombardear Irak a policía matou a un magrebí en Toulouse e en Madrid os fascistas ao vasco Aitor Zabaleta
Todo queda lonxe
Os escravos da mundialización, Serra Leona, Kosovo, Congo A guerra mutou en mero espectáculo Convertido en espectador indiferente os asasinos cantan "All you need is love" Na reunión do G-7 segundo semella "Todo lo que necesitas es amor"
Todo queda Lonxe
Estou manchado da sangue que salpica pero atención, nas escaleiras escóitanse os pasos Adeus á pasividade voume
Todo queda lonxe tras a porta da miña casa sen capacidade de sentir abandoado na indolencia
Un día cualquiera sentado en mi casa ojeando un periódico algo me hizo sonreir. Leí una noticia que me produjo risa, me volvió a confirmar quee con los curas al loro hay que estar. Al loro hay que estar con los curas al loro hay que estar.
En una localidad, no importa cúal sea, al señor cura lo querían linchar, y no es pa'menos, pues este cristiano ejemplar por culo daba al monaguillo sin parar.
¡Cura cabrón, folla a tu dios! ¡Cura cabrón, folla a tu dios!
Me la pela que den por culo o que follen a quién le guste o a la madre superiora, pero lo que da puto asco es que el cabrón de un crío se aprovechó.
¡Cura cabrón, folla a tu dios! ¡Cura cabrón, folla a tu dios!
Ya ven, señoras, al loro si su hijo va a misa porque esta especie abunda en la cristiandad y no se extrañe si le trae el culo partido. ¡Es su demostración de amor y paz!
Niño, la mujer de tu vida siempre camina con otro. Sólo hay que esperar, tener paciencia y comprarse una moto. Beberse un lote en la cuesta, yo luego doblaré tu apuesta si no te la da con otro. ¡Pasa siempre!
Crueldad institucionalizada del terrorismo de estado.
El verdugo asalariado goza sintiendo el placer de ostentar el dudoso poder de hacer lo que quieran sus amos.
Pero tortura con sus manos y no le importa decir que es un hombre de bien, un hijo de dios, practicante de los diez mandamientos.
Juró la constitución y esta dispuesto a defenderla como sea. Humilla, presiona y apalea. Es un héroe en esta pelea, un hijo de dios, un demócrata protegido por sus leyes.
Juró la constitución, y esta dispuesto a defenderla como sea. Si no existen cargos se los inventarán. Total impunidad, la vía libre.
Humilla, presiona y apalea. Es un héroe en esta pelea, un hijo de dios, valuarte de su estado de derecho.
Queda menos de un mes... Queda menos de un mes... Queda menos de un mes... Queda menos de un mes... Queda menos de un mes... Queda menos de un mes... Queda menos de un mes... Queda menos de un mes... Queda menos de un mes... Queda menos de un mes... Queda menos de un mes...
Tengo la costumbre de matar en la mano en la mano y en los pies que se mueven lentamente bajo la cúpula del cuerpo. Hábil como un espectro recorro la ciudad borracho como un vivo, sereno como un muerto, y me asombro ante aquellos que viven. Y me excitan sus labios sonrosados cuando dicen "ven" "ven a matarme ya que soy un espíritu".
Si pudierais prohibiríais el día y la noche; la noche y el día.
Prohibido pensar, prohibido opinar. Prohibido hacer uso de tu libertad. Prohibido escribir y prohibido hablar. Prohibido hacerse eco de la realidad. Prohibido sentir y prohibido amar mientras que no se ame como se debe amar. Prohibido morir y prohibido matar. Dependiendo de quién mate o de quién muera.
Sin voz, sin voz ni voto. Sin voz, sin voz. Sin voz ni voto. Sin voz, sin voz. Sin voz ni voto. Toma la palabra, todos somos pocos.
Prohibido ser tú y prohibido ser yo. Prohibido creer en nada que no sea en Dios. Prohibido alejarse del buen camino y buscar la respuesta del porqué a lo prohibido. Prohibido no ser simplemente uno más. Prohibido ir más allá del oír , ver y callar. Prohibido negar la verdad absoluta. Prohibido lanzar la duda que siembre dudas.
Sin voz, sin voz ni voto. Sin voz, sin voz. Sin voz ni voto. Sin voz, sin voz. Sin voz ni voto. Toma la palabra, todos somos pocos.
¿Quien es quien para prohibir qué? Nadie es quien para prohibir que y según que a quien.
¿Quién se otorga esa potestad y en base a qué? ¿Bajo qué principios, y con qué final? ¿Quién se otorga esa autoridad, y en base a qué? ¿Bajo qué argumentos y con qué final? ¿Quién se otorga a si mismo esa libertad? ¿Quién, diciendo actuar con legitimidad? ¿Quién se presta a si mismo esa voluntad? ¿Quién impide que se haga otra voluntad?
Si nadie es quien. Si nadie es quien. Si nadie es quien. Si nadie es quien.
Somos. Somos libres. Somos. Somos libres.
Si pudierais prohibiríais el día y la noche; la noche y el día
Ven y me cuentas por qué estás triste. Te comentaron que Dios no existe, que no hay un cielo y que tu infierno es saber que jamás tu verás lo que viste.
Te sonó a tonto, te sonó a chiste, pero pronto comprendiste que no puedes evitar cagar aquello que comiste.
Son pequeno, demasiado pequeno, tal vez. Xa sei cál é o meu tamaño. E que se non son tan grande coma ti? Temos os ollos á mesma altura.
Aquí me tes, outra vez diante túa, o primeiro na pelexa, aguantando os golpes en lugar de liscar cando te veñen por diante e por detrás.
Pero non sucumbirei aínda que caia mil veces. O medo non se espanta sentindo medo e non me perderei aínda que me atopes mil veces, pois a túa mirada non me dá medo.
As túas bágoas de mañá curarán a miña ferida.
Fáiseme difícil de verdade adiviñar por qué. Deixalo todo e saír correndo sería o mellor neste momento, pero non conseguirás quitarme do meu sitio.
A forza é sempre a mesma en corpo alleo e a doenza mortal a que preciso para amarte de lonxe mentres poida. Xa non podo ver nada ó meu redor que signifique máis que a miña sombra En soño defininme coma unha aparición qu se abre as veas en público sentindo diante miña un firme e invisible punto final no aire.
Existo como son, é dabondo, Non lle preocupa a ninguén no mundo, estou satisfeito, Sábeno todos e estou satisfeito.
Un mundo sabe que para min é o máis grande, ese mundo son eu, E se volvo a min hoxe ou dentro de dez mil ou dez millóns de anos, Podo aceptalo agora con ledicia ou coa mesma ledicia podo agardar.
A miña planta do pé está entallada en granito, Ríome do que chamas disolución, Coñezo a amplitude do tempo.
En la playa de la noche mostraba mis ojos a las sirenas que jugaban impunemente con mi pene con el falo que en el lecho maloliente deshacen los sueños y cae la piedra del pensamiento al suelo.
Viure sempre corrent, avançant amb la gent, rellevant contra el vent, transportant sentiments. Viure mantenint viva la flama a través dels temps, la flama de tot un poble en moviment.